sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ATIVIDADE FÍSICA PODE EVITAR A DOENÇA DE ALZHEIMER

      Muito antes da doença de Alzheimer ser diagnosticada ela compromete o julgamento, a linguagem e o temperamento. Uma pessoa capaz de atividades diárias normais começa a ter dificuldades de lembrar coisas que antes não esquecia.



      Esta forma inicial de perda de memória é considerada uma precursora da doença de Alzheimer, que afeta para cima de 5,1 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Milwaukee estão estudando se o exercício pode deter essa forma de perda de memória chamada de  Transtorno Cognitivo Leve (TCL), o que pode evitar a progressão da doença de Alzheimer.
      Atrasando o início da doença de Alzheimer por apenas cinco anos, o número de pessoas afetadas pela doença poderia ser reduzido à metade, disse J. Carson Smith, professor assistente de ciências da saúde na UWM e investigador principal do estudo.
      Com raras exceções, a doença de Alzheimer é uma doença de envelhecimento cerebral. De acordo com o Instituto Nacional do Envelhecimento, a maioria dos casos ocorrem após os 60 anos. Aproximadamente 40% das pessoas que desenvolvem a doença tem um fator de risco genético.
      Em um artigo publicado no mês passado na revista Psychiatry Research, Smith e seus colegas usaram neuroimagem – ressonância magnética funcional, ou fMRI – para comparar o fluxo sanguíneo nos cérebros de indivíduos com TCL que tinham sido fisicamente ativos ou inativos.
      Smith testou um determinado tipo de memória, chamada memória semântica, que permite ao cérebro distinguir os significados das palavras. Neste estudo, os indivíduos foram solicitados a discriminar entre nomes conhecidos e desconhecidos. Quando a memória semântica foi desencadeada, os indivíduos que participaram de atividade física mostraram fluxo sanguíneo melhorado para uma parte do cérebro chamada núcleo caudado.
      O papel desta parte do cérebro na memória não é bem compreendida. Estudos principalmente focados no hipocampo – uma estrutura cerebral em forma de cavalo-marinho fundamental para o aprendizado e a memória-, mostram que esse é danificado durante a progressão da doença de Alzheimer. Smith disse que o núcleo caudado é importante porque ele desempenha um papel de apoio na memória semântica- a capacidade de diferenciar, por exemplo, um nome reconhecível, como Frank Sinatra, e o de um estranho. A doença de Alzheimer afeta a memória de eventos passados, mas também inibe a memória semântica, assim impede que uma pessoa identifique facilmente o nome de objetos e pessoas.
      “Estes são estudos-piloto que levarão a olhar se o exercício está mudando a função do cérebro ou a sua estrutura“, disse Smith.”Estudos futuros irão explorar como essas mudanças se relacionam com a função cognitiva ao longo do tempo.”
      O que não está claro é quanto exercício é necessário para retardar a perda de memória.
      “Atividade física mínima vai oferecer um efeito positivo”, disse Smith, “mas o benefício do exercício de alta intensidade não sabemos ainda.”Ele disse, no entanto, que ele está certo do valor de um estilo de vida ativo. ”Se você é sedentário e têm risco genético para a doença de Alzheimer, você corre o risco de declínio cognitivo“.

Paul Thompson, professor de neurologia na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Medicine, disse que permanecer ativo pode ser um bom hábito a adotar.



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